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Abrir empresa para médico: guia completo de CNPJ, CNAE e impostos em 2026

Abrir empresa para médico deixou de ser exceção e virou rotina na carreira médica. Hospitais, clínicas e operadoras contratam cada vez menos autônomos, e a maioria dos contratos hoje exige nota fiscal — o que só é possível com um CNPJ ativo.

A dúvida raramente é se vale a pena abrir empresa para médico. É o que precisa, quanto custa, qual tipo de empresa escolher e qual CNAE usar sem travar o registro no meio do caminho.

Neste guia você encontra o passo a passo completo para abrir empresa para médico: documentos exigidos, tipos de empresa disponíveis em 2026, definição de CNAE, escolha do regime tributário e os erros que mais custam caro depois.

Abrir empresa para médico: resposta rápida

Antes do detalhamento, o resumo do que a maioria dos médicos precisa saber antes de abrir empresa para médico:

PerguntaResposta curta
Médico pode ser MEI?Não. A medicina é profissão regulamentada e está fora do MEI. O caminho é uma ME (microempresa).
Precisa de sócio?Não. A Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) permite abrir sozinho, sem capital mínimo.
Qual CNAE?Varia conforme a atuação. O mais comum em consultório é o 8630-5/03 (atividade médica ambulatorial restrita a consultas).
Qual regime tributário?Depende do faturamento e da folha. Simples Nacional e Lucro Presumido precisam ser comparados caso a caso.
Quanto tempo leva?Varia por estado e por junta comercial. Alvarás e licenças sanitárias costumam ser a etapa mais lenta.

Quando abrir empresa para médico passa a valer a pena

A decisão não deveria vir de “sentir que chegou a hora”, e sim de números. Como pessoa física, você é tributado pela tabela progressiva do Imposto de Renda, que chega a 27,5% sobre a faixa mais alta, além do carnê-leão sobre os recebimentos de pessoas físicas.

Conforme o faturamento sobe, manter tudo na pessoa física costuma ficar caro. É aí que abrir empresa para médico passa a fazer sentido do ponto de vista tributário — sempre dentro da lei e com o enquadramento correto.

Mas não existe uma resposta única. Depende do seu volume de recebimentos, de quanto vem de pessoa jurídica, de quanto você retira como pró-labore (a remuneração do sócio que trabalha na empresa) e da sua folha de pagamento. Dois médicos com o mesmo faturamento podem ter o melhor cenário em regimes diferentes.

Há também motivos que não são tributários. A formalização viabiliza a emissão de notas fiscais, abre a porta para sociedade entre médicos, permite receber por produção e separa o patrimônio pessoal do profissional, o que traz mais segurança jurídica.

Se você ainda está decidindo entre os dois caminhos, vale comparar antes: veja a análise de médico autônomo ou pessoa jurídica e entenda em que situações o médico pode atuar como PJ.


O que precisa para abrir uma empresa médica

Esta é a dúvida mais buscada por quem vai abrir empresa para médico pela primeira vez. A documentação em si é enxuta — o que costuma travar é a definição das informações da empresa.

Documentos pessoais e comprovações:

  • Documento de identidade com foto (RG ou CNH) e CPF
  • Comprovante de residência atualizado
  • Registro ativo no CRM do estado onde você vai atuar
  • Comprovante do endereço da empresa (IPTU, contrato de locação ou declaração do proprietário)
  • Certificado digital e-CNPJ, necessário para emitir nota fiscal eletrônica

Definições que precisam estar fechadas antes do protocolo:

  • Tipo de empresa (SLU, sociedade simples ou sociedade empresária limitada)
  • CNAE — Classificação Nacional de Atividades Econômicas, o código que identifica sua atividade perante a Receita
  • Regime tributário (Simples Nacional ou Lucro Presumido)
  • Capital social e, havendo sócios, a divisão das cotas
  • Valor do pró-labore, que impacta diretamente a tributação

Se você vai abrir empresa para médico com consultório ou clínica de estrutura física, some a isso o registro no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o alvará de funcionamento, a licença da Vigilância Sanitária e o laudo do Corpo de Bombeiros. Exigências e prazos variam bastante entre municípios.


Como abrir uma empresa para médico: o passo a passo

O caminho para abrir empresa para médico segue uma ordem que não muda muito. O que muda é o tempo de cada etapa, conforme o estado e o município.

  • 1. Definir a estrutura. Tipo de empresa, CNAE, regime tributário e pró-labore. É a etapa que mais impacta quanto você vai pagar de imposto nos próximos anos.
  • 2. Consultar a viabilidade. A prefeitura verifica se a atividade é permitida no endereço escolhido. Consultório em área residencial nem sempre é aceito.
  • 3. Registrar o ato constitutivo. Contrato social ou ato de constituição da SLU, protocolado na Junta Comercial ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o tipo societário.
  • 4. Obter o CNPJ. Emitido pela Receita Federal a partir do registro.
  • 5. Fazer a inscrição municipal. Necessária para emitir nota fiscal de serviço e recolher o ISS.
  • 6. Registrar a empresa no CRM. A pessoa jurídica que presta serviço médico precisa de inscrição própria no Conselho Regional de Medicina, além do seu registro pessoal.
  • 7. Emitir o certificado digital e habilitar a emissão de notas fiscais.
  • 8. Providenciar alvará e licenças, quando houver estabelecimento físico.

Médicos em formação têm uma particularidade que vale checar antes de começar: veja se o médico residente pode ter CNPJ e em quais condições.


Quais tipos de empresa o médico pode abrir

Ao abrir empresa para médico, a escolha do tipo societário define responsabilidade sobre dívidas, exigência de sócio e parte da burocracia. Em 2026, estas são as opções aplicáveis à atividade médica:

  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU): permite abrir sozinho, sem sócio e sem capital mínimo, com o patrimônio pessoal separado do da empresa. É hoje a estrutura mais usada por médicos que atuam individualmente.
  • Sociedade Simples (pura ou limitada): voltada à prestação de serviço intelectual, como a medicina. Exige ao menos dois sócios e é registrada em cartório, não na Junta Comercial.
  • Sociedade Empresária Limitada (LTDA): indicada quando há estrutura empresarial de verdade — clínica com funcionários, várias especialidades, equipamentos. Registrada na Junta Comercial.

Atenção a uma informação desatualizada que ainda circula: a EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) não existe mais. A Lei nº 14.195/2021 extinguiu o modelo e converteu automaticamente todas as EIRELIs em Sociedades Limitadas Unipessoais. Se algum material ainda oferece essa opção, ele está defasado.

Sobre o MEI: a medicina é profissão regulamentada e não está na lista de atividades permitidas ao Microempreendedor Individual. Quem precisa abrir empresa para médico deve seguir pela microempresa, com o tipo societário adequado ao seu modo de atuação.

Quando há mais de um médico envolvido, a estrutura muda e vale entender antes como funciona a sociedade entre médicos. Para quem vai operar consultório ou clínica, a contabilidade para clínicas médicas tem exigências próprias.


CNAE para médico: o código certo evita retrabalho

Ao abrir empresa para médico, o CNAE determina o enquadramento tributário, a alíquota de ISS no município e até a possibilidade de atender determinados convênios. Errar aqui costuma gerar imposto pago a mais e, em alguns casos, impedimento de credenciamento.

Os códigos mais usados por médicos são:

  • 8630-5/03 — atividade médica ambulatorial restrita a consultas, o caso típico de consultório
  • 8630-5/01 e 8630-5/02 — atividade ambulatorial com recursos para realização de procedimentos, cirúrgicos ou não
  • 8610-1/01 — atividades de atendimento hospitalar
  • 8650-0/04 e correlatos — atividades de profissionais da área de saúde quando exercidas em outras configurações

A lista oficial e a descrição completa de cada código estão na busca online do CNAE, mantida pela Concla/IBGE. Vale conferir antes de protocolar, porque a subclasse correta depende do que você efetivamente faz — consulta, procedimento, internação ou telemedicina.


Simples Nacional ou Lucro Presumido: como decidir

Não existe regime melhor no absoluto. Para quem vai abrir empresa para médico, depende do faturamento anual, da proporção da folha de pagamento em relação à receita e da forma como você retira dinheiro da empresa.

No Simples Nacional, serviços médicos podem cair no Anexo III ou no Anexo V, e o que define isso é o Fator R — a razão entre a folha de pagamento (incluindo pró-labore) e a receita bruta dos últimos 12 meses. Atingindo o percentual exigido, a atividade vai para o Anexo III, cuja alíquota inicial é menor. As tabelas e as regras de enquadramento estão no portal do Simples Nacional da Receita Federal.

No Lucro Presumido, a base de cálculo é presumida por lei e há particularidades relevantes para serviços hospitalares e equiparados, que podem reduzir o percentual de presunção quando os requisitos são cumpridos.

A comparação precisa ser feita com os seus números, não com médias de mercado. Entenda primeiro se o médico pode optar pelo Simples Nacional e o que muda em cada anexo antes de fechar a escolha.


Quanto custa abrir empresa para médico

O custo de abrir empresa para médico depende do estado, do município e do tipo societário escolhido. Em vez de trabalhar com um valor único que raramente se confirma, vale entender a composição:

  • Taxas de registro na Junta Comercial ou no cartório de registro civil, definidas por tabela estadual
  • Taxa de inscrição municipal e, quando aplicável, de alvará de funcionamento
  • Licença sanitária, obrigatória para estabelecimentos com atendimento presencial e com valor definido pela vigilância local
  • Certificado digital e-CNPJ, com renovação periódica
  • Honorários contábeis de abertura e a mensalidade do acompanhamento
  • Registro da pessoa jurídica no CRM, conforme a tabela do conselho estadual

Consultório sem estrutura física e sem sócios costuma ficar na ponta mais baixa dessa composição. Clínica com equipe, equipamentos e licenciamento sanitário completo fica na ponta mais alta. Antes de decidir, peça o levantamento fechado para o seu estado.


Erros comuns ao abrir empresa para médico

A documentação raramente é o problema de quem vai abrir empresa para médico. O prejuízo costuma nascer de decisões tomadas sem análise na hora de estruturar a empresa.

  • Escolher o regime tributário no piloto automático. Entrar no Simples Nacional por padrão, sem comparar com o Lucro Presumido, é o erro mais caro e o que mais demora a aparecer.
  • Definir o CNAE errado. Gera imposto indevido e pode barrar credenciamento em convênios.
  • Fixar o pró-labore sem calcular o Fator R. O valor da retirada muda o anexo do Simples e, com ele, a alíquota.
  • Misturar recebimentos de pessoa física e jurídica. A Receita cruza essas informações e a inconsistência aparece.
  • Abrir a empresa e abandonar as obrigações acessórias. Declarações têm prazo próprio, e as multas por atraso são acumulativas.
  • Ignorar o licenciamento sanitário quando há atendimento presencial.

Abrir empresa para médico com a Contabileasy MED

A Contabileasy MED é a divisão da Contabileasy dedicada a médicos, clínicas e profissionais da saúde. Isso significa conhecer o vocabulário do dia a dia — plantão, produção, credenciamento, CNES, registro no CRM — e as regras tributárias que se aplicam especificamente ao setor.

O que você tem ao abrir a empresa com a gente:

  • Análise antes da abertura, comparando Simples Nacional e Lucro Presumido com os seus números reais
  • Definição técnica de CNAE, tipo societário e pró-labore, para não corrigir depois
  • Condução de todo o processo, do registro às licenças, com acompanhamento mensal em seguida

Dois médicos com o mesmo faturamento podem ter estratégias tributárias diferentes, porque a folha, o pró-labore e a origem dos recebimentos mudam o resultado. Por isso a decisão correta vem de uma simulação personalizada, e não de uma regra geral.

Fale com um especialista da Contabileasy MED no WhatsApp e receba a simulação do seu caso antes de abrir a empresa.

Se quiser entender antes o escopo completo do serviço, veja a página de contabilidade para médicos.


Perguntas frequentes sobre abrir empresa para médico

O que precisa para abrir uma empresa médica?

Para abrir empresa para médico são exigidos documento de identidade, CPF, comprovante de residência, registro ativo no CRM, comprovante do endereço da empresa e certificado digital. Além disso, é preciso definir tipo societário, CNAE, regime tributário, capital social e pró-labore antes de protocolar o registro.

Como criar uma empresa médica passo a passo?

Defina a estrutura, consulte a viabilidade do endereço na prefeitura, registre o ato constitutivo na Junta Comercial ou em cartório, obtenha o CNPJ na Receita Federal, faça a inscrição municipal, registre a pessoa jurídica no CRM, emita o certificado digital e, se houver estabelecimento físico, providencie alvará e licença sanitária.

Médico pode abrir empresa sozinho, sem sócio?

Pode. A Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) permite constituir a empresa com um único titular, sem exigência de capital mínimo e mantendo a separação entre patrimônio pessoal e da empresa.

Médico pode ser MEI?

Não. A medicina é profissão regulamentada e não consta na lista de atividades permitidas ao MEI. O enquadramento adequado é o de microempresa, com o tipo societário definido conforme a forma de atuação.

Quanto custa abrir empresa para médico?

O custo de abrir empresa para médico depende do estado, do município e do tipo societário. Ele reúne taxas de registro, inscrição municipal, alvará e licença sanitária quando houver estrutura física, certificado digital, registro da PJ no CRM e honorários contábeis. Consultório sem estrutura física custa menos que clínica com equipe e licenciamento completo.

Qual CNAE usar para consultório médico?

O mais comum é o 8630-5/03, que corresponde à atividade médica ambulatorial restrita a consultas. Procedimentos, internação e outras configurações têm códigos próprios, e a subclasse correta depende do que é efetivamente realizado.

Abrir empresa reduz os impostos do médico?

Na maior parte dos casos com faturamento relevante, sim, porque a tributação como pessoa jurídica bem estruturada tende a ficar abaixo da tabela progressiva do IRPF. Mas depende do regime escolhido, do Fator R e da folha — por isso a comparação precisa ser feita com os seus números.

Posso continuar recebendo como pessoa física depois de abrir a empresa?

Não é o recomendado. O correto é centralizar na pessoa jurídica os recebimentos referentes à atividade da empresa. Manter as duas vias abertas gera inconsistência entre as declarações, e a Receita Federal cruza esses dados.

Dá para abrir a empresa sozinho, sem contador?

Formalmente é possível protocolar sozinho, mas o risco se concentra nas escolhas técnicas: CNAE, tipo societário, regime tributário e pró-labore. Um erro nesses pontos costuma custar mais do que a economia inicial e leva tempo para ser corrigido.

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